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Empreender promove melhoria de 70% na qualidade de produtos e serviços de micro e pequenas empresas

Foi divulgada a pesquisa feita pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) sobre os resultados da Retomada do Empreender, que durou de 2015 a 2017. Empresários participantes dos núcleos setoriais responderam a perguntas abertas e fechadas, com o objetivo de avaliar e comparar resultados gerados pelo programa, além de prestar contas dos projetos, uma exigência do convênio com o SEBRAE.

Participaram da pesquisa 1.774 empresários dos cinco estados envolvidos nessa etapa: Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Pernambuco.

A avaliação trouxe diversos dados que mostram o sucesso do programa e os benefícios proporcionados aos empresários. O coordenador executivo da CACB, Carlos Rezende, explica como esse estudo beneficia indiretamente o empresário na ponta: “Percebemos que os resultados foram obtidos mais rapidamente do que em versões anteriores. Isso nos permite estudar melhorias para as futuras edições do projeto e aumentar a qualidade dos resultados percebidos pelos empresários”.

Perfil do Empresário

A pesquisa incluiu questões pessoais, como gênero e grau de escolaridade, com a proposta de traçar um perfil do empresário participante.

Em relação ao gênero, a pesquisa mostrou que 56% dos empresários são do sexo feminino. O resultado mostra que as mulheres têm encontrado, no Empreender, um ambiente favorável para o desenvolvimento de seus negócios e realça o fortalecimento do papel da mulher empresária na economia.

O DataSebrae, plataforma criada para apoiar os pequenos negócios com informações relevantes sobre o mercado, em 2014, estimou que apenas 32% dos empreendedores do país são mulheres, ou seja, o Empreender quebra esse padrão, apresentado uma média de mulheres maior do que de homens empreendedores.

Outro ponto revelado na pesquisa foi em relação à escolaridade dos participantes: 25% dos empresários responderam possuir bacharelado. Comparando com a média nacional, na qual 16% dos empresários afirmam ter o ensino superior incompleto ou mais, o Empreender mostra um alto grau de escolarização de seus participantes e colaboradores, o que influencia no sucesso de estratégias e planos de ação implementados.

Segundo dados do DataSebrae de 2014, a taxa de sobrevivência média das empresas é de dois anos. O tempo de vida médio das empresas participantes é de 11 anos, o que mostra que as empresas vinculadas ao Empreender já passaram dessa fase crítica e buscam o fortalecimento de seus negócios, não apenas a sobrevivência.

Benefícios

O Empreender foi avaliado de forma positiva. Em todos os estados participantes da pesquisa, mais de 70% dos empresários disseram ter havido melhoria na qualidade dos produtos e serviços ofertados.

O resultado do programa para os empresários foi tão positivo, que a avaliação média foi de 8,4 pontos, sendo que as notas variavam de 0 (zero) como “muito insatisfeito” e 10 (dez) como “muito satisfeito”, sendo a maior porcentagem de respostas a de nota máxima.

Em uma pergunta aberta, que pedia uma avaliação da experiência de participar do Empreender, empresários dos cinco estados compartilharam suas visões.

No estado da Bahia, a empresária Angeleide Franco, do Núcleo de Escolas Particulares da Associação Comercial e Empresarial de Feira de Santana (Acefs), destacou a importância do projeto para seu crescimento profissional: “Fazer parte do Empreender ampliou meu olhar em relação à escola como uma empresa. O Empreender mudou minha vida no compartilhamento de conhecimento com outros empresários do mesmo segmento, na reflexão sobre os problemas e na busca de soluções coletivas, então o Empreender é um trabalho de associativismo e troca de experiências”.

O empresário Marcelo Temaki, da Associação Comercial e Industrial de Uberlândia (Aciub), também afirma ter tido melhorias no Núcleo de Papelarias. “O Programa Empreender é fantástico porque reúne empresários do mesmo segmento, que nós tratamos às vezes como concorrentes, mas quando vêm para o programa se tornam parceiros. Através do programa, conseguimos definir as estratégias e o que é necessário para fortalecer sua empresa ou o segmento, no meu caso, de papelarias. Isso foi extremamente importante e com certeza nós crescemos muito como empresários”, ressaltou.

No Mato Grosso, a empresária do Núcleo de Cabeleireiros da Associação Comercial e Empresarial de Rondonópolis (Acir), Noemia Gonçalves Duarte, agradeceu ao programa pelos benefícios proporcionados: “Com o Empreender estamos trabalhando com mais facilidade, economia, trabalho em equipe, um verdadeiro sucesso. Graças à CACB e à consultora, Sandra Viana, temos muitas palestras e cursos muito importantes. O Empreender está mudando a minha empresa e também a minha vida”.

Unir para crescer

O associativismo foi outro ponto destacado: “A Câmara Setorial de Arquitetura e Urbanismo tem como objetivo reunir os arquitetos da cidade, fazer com que eles se congreguem, debatam, além de ser um espaço para o fortalecimento da profissão. É o espaço que usamos para trazer palestras e capacitações para nossos escritórios. Esse associativismo também proporciona o contato com outros setores similares que nos interessam, como o de construção civil”, afirmou o arquiteto Bernardo Lopes, da Câmara Setorial de Arquitetura e Urbanismo, da Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (PE).

“Machado de Assis dizia que no Brasil temos dois “Brasis”, o oficial e o real. O Empreender certamente me fez encontrar o Brasil real, e três palavras definem a participação do projeto na minha vida: empoderar, encorajar e acreditar. Muito obrigada, projeto Empreender”, disse, em seu depoimento, a empresária do núcleo de artesanato da Microempa (RS), Catelini Padilha.

Os empresários que afirmaram ter obtido lucro relataram uma porcentagem maior que 15% em todos os estados. Pernambuco é o que está à frente na pesquisa, apresentando dados que apontam aumento na produtividade.

Os participantes também afirmaram ter tido crescimento no número de clientes e ampliação do mercado de atuação. Em sua maioria, as empresas afirmam ter tido melhoria dos negócios localmente, o que realça a importância do programa para melhoria da economia de cada município.

A partir dessa pesquisa, o Empreender destacou o sucesso da iniciativa, devido à sua metodologia e à capacidade de atuar na melhoria da qualidade de produtos e prestação de serviços, aumento do número de clientes, ampliação do mercado de atuação, geração de empregos, e consequentemente, o fortalecimento das micro e pequenas empresas brasileiras.

#QuemFazOEmpreender

Com o objetivo de destacar os principais pontos da pesquisa, será lançada uma campanha de divulgação nas redes sociais do Programa Empreender. Acompanhe!

*Por Bernardo Fonseca e Joana Albuquerque da Assessoria de Comunicação dos Programas Empreender e AL-Invest 5.0

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